Lisboa foi palco de um acordo que pode marcar um novo capítulo na cooperação digital entre países de língua portuguesa. O MUDA – Movimento pela Utilização Digital Ativa e o Governo de Cabo Verde formalizaram um protocolo de cooperação que vai muito além de uma assinatura institucional: trata-se de um compromisso com impacto direto na capacitação de pessoas, no crescimento das empresas e na construção de um ecossistema digital mais inclusivo.
A cerimónia, realizada na sede do .PT, contou com a presença do Secretário de Estado da Economia Digital de Cabo Verde, Pedro Lopes, e de representantes do MUDA e .PT, reforçando a ambição comum de posicionar a lusofonia como um espaço de inovação e competitividade no contexto global.
Este protocolo nasce num momento em que a transformação digital se tornou determinante para o desenvolvimento económico e social. Estabelece um plano concreto de ação assente em dois pilares essenciais: Inteligência Artificial e Inclusão Digital. A prioridade é clara — capacitar cidadãos e organizações para que possam participar ativamente na nova economia.

Entre as iniciativas previstas, destacam-se programas de formação em Inteligência Artificial dirigidos a jovens empreendedores, com o objetivo de potenciar modelos de negócio mais inovadores e competitivos. Paralelamente, será feita a adaptação, em Cabo Verde, de projetos de literacia digital já implementados em Portugal, permitindo acelerar resultados com base em experiências comprovadas.
Outro dos eixos centrais passa pela criação de redes de colaboração. Está prevista a realização da Conferência Internacional “Nações Inteligentes", no Parque Tecnológico de Cabo Verde, reunindo decisores políticos, empresas e especialistas para debater soluções concretas para o futuro digital comum.
Para o MUDA, este acordo representa um passo estratégico na sua internacionalização, reforçando a sua missão de promover sociedades mais informadas, participativas e preparadas para os desafios tecnológicos. O movimento contribui para a criação de uma ponte efetiva entre países lusófonos, onde o conhecimento circula e se transforma em oportunidades reais.
Num contexto global marcado pela velocidade da inovação, iniciativas como esta mostram que a cooperação pode ser um dos maiores ativos da lusofonia. Mais do que tecnologia, está em causa a capacidade de transformar talento em progresso — e garantir que ninguém fica para trás na era digital.
